Programa independente · organização institucional em cursoPesquisa conceitual aberta à revisão e à refutação
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Ciência da Continuidade

Como permanecemos reconhecíveis enquanto mudamos?

A resposta proposta não está numa essência imóvel nem na simples passagem do tempo. Está nas relações pelas quais a experiência reorganiza sua forma sem perder inteiramente o pertencimento à própria trajetória.

Programa conceitual em abertura empírica

Objeto científico

Continuidade Vivida

Continuidade Vivida é a permanência experiencial pela qual diferentes momentos continuam podendo ser vividos como pertencentes à mesma trajetória através do tempo e da mudança.

O programa não pergunta apenas o que permanece. Pergunta como o vivido continua participando do que pode vir depois — no corpo, no hábito, nas relações, na narrativa e nas possibilidades.

“Permanecer não é ficar imóvel. Continuar não é simplesmente avançar.”

Arquitetura relacional

Circulação, não escada.

Os termos abaixo nomeiam funções relacionadas. A ordem visual não instala precedência causal, protocolo de intervenção ou caminho obrigatório.

01

Organização da Experiência

o que assume forma no vivido. Cada função pode reorganizar a leitura das demais ao longo do tempo.

02

Reconhecimento

o que pode ser vivido como pertencente. Cada função pode reorganizar a leitura das demais ao longo do tempo.

03

Coerência

o que se torna inteligível sem precisar ficar imóvel. Cada função pode reorganizar a leitura das demais ao longo do tempo.

04

Habitabilidade

o que pode ser sustentado com custo vivível. Cada função pode reorganizar a leitura das demais ao longo do tempo.

05

Integração

o que passa a compor historicamente a trajetória. Cada função pode reorganizar a leitura das demais ao longo do tempo.

Princípios de investigação

O que sustenta o programa.

Os princípios organizam a conduta científica. Não são evidência a favor dos construtos.

01

Experiência vivida

A origem observacional da investigação, sem funcionar como prova de suas hipóteses.

02

Longitudinalidade

A trajetória — e não a fotografia isolada — constitui a unidade privilegiada de observação.

03

Recursividade

Novos dados podem reorganizar a arquitetura sem apagar a identidade do programa.

04

Falseabilidade

Hipóteses devem arriscar previsões e permitir que resultados contrários contem como refutação.

05

Serviço à vida

O rigor retorna à sociedade por pesquisa, formação, comunicação e aplicações responsáveis.